O que Nelson Mandela disse sobre a Constituição brasileira?
Em agosto de 1991, pouco mais de um ano depois de sair da prisão, após 27 anos preso, Nelson Mandela chegou a Salvador-BA. A capital baiana vivenciou um momento histórico. Era a África e o Brasil se olhando de frente, se reconhecendo na luta.
Cerca de 150 mil pessoas foram às ruas para receber Mandela. Tinha bandeira, tinha tambor, tinha grito de esperança. Na Praça Castro Alves, que sempre foi palco de grandes manifestações culturais e políticas, Mandela assistiu ao show do Olodum.
O samba-reggae tomou conta do espaço. Era como se cada batida do tambor dissesse: a nossa história é de dor, mas também é de resistência.
E Mandela não ficou só no simbolismo, não. No discurso, falou firme contra o racismo e contra qualquer tipo de opressão. Disse que a luta por igualdade não era só da África do Sul, era do mundo inteiro.
E fez questão de reconhecer que a Constituição brasileira era avançada por proibir o preconceito racial. Naquele ponto, segundo ele, o Brasil tinha leis mais progressistas do que a África do Sul tinha na época do apartheid.
Antes da Bahia, durante passagem por São Paulo, Mandela ainda afirmou que sua eventual candidatura à presidência da África do Sul dependeria exclusivamente da vontade de seu povo: “Se eles me quiserem para o cargo, será uma grande honra para mim”.

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