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TEIXEIRA DE FREITAS 2004 – OLGA ENTRE OS MAIS VISTOS

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Por Daniel Rocha Em 2004, enquanto  o mundo vibrava com super-heróis, magos e batalhas épicas, a história de uma mulher real — de carne, osso, coragem e convicção — conquistava o terceiro lugar entre os filmes mais assistidos da cidade de Teixeira de Freitas, Ba. Em 2004, enquanto o mundo vibrava com super-heróis,  magos e batalhas  épicas nas telas do cinema, a história de uma mulher real — de carne, osso, coragem e convicção — conquistava o terceiro lugar entre os filmes mais assistidos da cidade de Teixeira de Freitas, na Bahia. Estamos falando do filme nacional Olga (2004),  dirigido por Jayme Monjardim. A produção alcançou um feito raro para o cinema brasileiro: entrou na lista anual dos mais vistos da cidade, enfrentando de igual para igual os gigantes de Hollywood e suas milionárias campanhas de marketing. Naquele ano, o ranking local foi dominado por produções americanas, lideradas por  Homem-Aranha 2 , seguido por  A Paixão de Cristo . Ainda assim,...

PORTO SEGURO 1997 - ANTES DO NOVO MILÊNIO

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Por Daniel Rocha Você consegue imaginar como era Porto Seguro antes da virada do milênio? Muito antes dos grandes palcos e da contagem regressiva para os 500 anos, a cidade já vivia dias movimentados — intensos, contraditórios e cheios de expectativas. Em 1º de agosto de 1997, o jornal A Tarde publicou, na seção “Municípios”, pequenas notas que hoje funcionam como verdadeiras cápsulas do tempo.  Elas mostram que, enquanto o Brasil se preparava para celebrar o quinto centenário em 2000 — embalado por campanhas da TV Globo e grandes produções culturais —, Porto Seguro já sentia, na prática, os efeitos dessa visibilidade nacional. Principal destino turístico do extremo sul da Bahia , a cidade mantinha o encanto de suas praias paradisíacas. Mas o cotidiano mostrava outra face: desafios curiosos e situações emblemáticas que o site Tirabanha passa a relembrar em uma série especial de três textos. Vamos conferir? Uma das  notas do jornal chamava atenção para problemas envolvendo ...

PRADO 1946 – A ALEGRIA TEIMOSA DO CARNAVAL

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Por Daniel Rocha Em 1946, o Brasil  ainda estava no clima de comemorar o fim da Segunda Guerra Mundial. Em Prado, no extremo sul da Bahia, a vida seguia simples: cidade “descalça”, iluminada por lampiões a querosene, vivendo da pesca, da mandioca, do cacau, do comércio e, claro, da alegria de um povo que parecia esquecido no mapa do país. Mas nem tudo era festa. Na segunda metade da década,  Prado começou a sofrer  com o avanço das águas do rio Jucuruçu, que ia comendo a cidade aos poucos. A construção de um cais era urgente, mas os pedidos de ajuda batiam na porta errada: ninguém ouvia. E isso não acontecia só  em Prado. Belmonte, Porto Seguro e outras cidades do litoral do extremo sul também viviam isoladas economicamente de outras regiões do estado, largadas à própria sorte. Porto Seguro, símbolo do “descobrimento” do Brasil, era talvez o  exemplo mais gritante  desse abandono. Mesmo assim, quando chegava o carnaval, o povo de Prado esquecia os problemas...