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PRADO 1946 – A ALEGRIA TEIMOSA DO CARNAVAL

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Por Daniel Rocha Em 1946, o Brasil  ainda estava no clima de comemorar o fim da Segunda Guerra Mundial. Em Prado, no extremo sul da Bahia, a vida seguia simples: cidade “descalça”, iluminada por lampiões a querosene, vivendo da pesca, da mandioca, do cacau, do comércio e, claro, da alegria de um povo que parecia esquecido no mapa do país. Mas nem tudo era festa. Na segunda metade da década,  Prado começou a sofrer  com o avanço das águas do rio Jucuruçu, que ia comendo a cidade aos poucos. A construção de um cais era urgente, mas os pedidos de ajuda batiam na porta errada: ninguém ouvia. E isso não acontecia só  em Prado. Belmonte, Porto Seguro e outras cidades do litoral do extremo sul também viviam isoladas economicamente de outras regiões do estado, largadas à própria sorte. Porto Seguro, símbolo do “descobrimento” do Brasil, era talvez o  exemplo mais gritante  desse abandono. Mesmo assim, quando chegava o carnaval, o povo de Prado esquecia os problemas...