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TEIXEIRA DE FREITAS 41 ANOS - “A MATINHA DO BURAQUINHO”

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Por Daniel Rocha Uma pequena área verde localizada no centro de Teixeira de Freitas, entre os bairros Novo Horizonte e Wilson Brito (região do Buraquinho), resiste ao avanço urbano e preserva parte da história local. Conhecida pelos moradores como “matinha do centro” , a área reúne vestígios de mata nativa, nascentes e relatos que ajudam a compreender o cotidiano das primeiras décadas de ocupação da cidade. Situada às margens da Avenida Marechal Castelo Branco, a área é atualmente pouco frequentada. No entanto, segundo relatos de antigos moradores, já foi um dos pontos mais movimentados da região, especialmente nos anos 1970, período em que não havia abastecimento de água tratada e encanada para a população. A ex-moradora Jovina Maria, uma das primeiras residentes do bairro Buraquinho, recorda que, à época, havia poucas casas e infraestrutura limitada. Sem acesso à rede de água, os moradores utilizavam o córrego que nasce na mata e as nascentes de água limpa existentes no local para a...

TEIXEIRA DE FREITAS 41 ANOS - O FIM DA PIONEIRA CRUZ

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Por Daniel Rocha Pouca gente percebeu, mas um dos primeiros símbolos do cristianismo em Teixeira de Freitas simplesmente desapareceu da paisagem da cidade. A velha cruz de madeira, erguida lá nos anos 1950 na praça dos Leões era considerada o primeiro marco cristão do município, foi se deteriorando com o tempo até ser retirada do terreno onde ficava, bem às margens da Avenida Presidente Getúlio Vargas, uma das mais movimentadas da cidade. Como informamos em um texto sobre a igreja subterrânea em 2018, a cruz estava no terreno da antiga igreja, um espaço que durante muitos anos resistiu à pressão da especulação imobiliária no centro urbano.  Até o final da  década de 1990 , quem passava por ali ainda conseguia vê-la na esquina do terreno, voltada para Getúlio Vargas resistindo ao tempo, a indiferença e mudanças do foco da fé. No pedestal de concreto, muro que sustentava o antigo cruzeiro,   um texto  contava sobre sua importância e lugar na história:  “Sob este...

III - Ângelo Magalhães – Memória dos alunos que passaram

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  Por Daniel Rocha Há escolas que ficam no prédio. Outras ficam nas pessoas. Em Teixeira de Freitas, o Colégio Estadual Ângelo Magalhães parece ter escolhido o segundo caminho. Mais do que salas, quadros e horários, a escola se transformou, ao longo de quase três décadas, em um espaço de convivência, formação e construção de identidade. Hoje, ela segue viva — não no funcionamento cotidiano, mas na memória de quem passou por lá. E são essas memórias que ajudam a contar a história. Os nomes dos professores ainda circulam com naturalidade nas conversas: Luzenir, Marlene, Nalva, Lilia, Analice, Soraya, Sueli, Roberto, Regina Célia, Selma, Marina, Maurina, Adalgisa, Morzalane, Luciene, Leninha, Euzelia, Wileide, Vera Lúcia, Madalena, Marinalva, Shirley, dentre outros. Mais do que docentes, foram referências — e isso aparece em quase todo relato. João Batista, que estudou entre 1995 e 1998, lembra das aulas de inglês com a professora Regina. Naquela época, não era comum ver tecnologia ...

II – Ângelo Magalhães: uma escola da comunidade

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Por Daniel Rocha Há escolas que funcionam com orçamento. Outras, com vontade. Em Teixeira de Freitas, nos anos 1990, o Colégio Estadual Ângelo Magalhães parecia se sustentar, sobretudo, na segunda opção. Na virada dos anos 80 para os 90, enquanto a cidade ainda aprendia a crescer, a escola já se firmava como referência no antigo primeiro grau. Mas esse reconhecimento não veio fácil. Veio do esforço de quem estava dentro: professores comprometidos, alunos presentes e famílias que não ficavam de fora quando o assunto era garantir o funcionamento da escola. Os relatos de ex-alunos ajudam a reconstruir esse cenário. O dinheiro que vinha não dava conta, e o que não chegava precisava ser inventado. Rifas, festas, gincanas — qualquer iniciativa virava oportunidade de arrecadar recursos. Não era um evento ocasional, era rotina. Era o jeito de manter a escola de pé e, mais do que isso, de fazê-la avançar. Segundo a perspectiva de José Neto , que entrou no colégio no início da década de 1990, ...

Michael Jackson no Cine Teixeira

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  Prepare-se: vem aí uma experiência única na telona. O Michael (filme de 2026) estreia no feriado de 21 de abril no Cine Teixeira — e promete emocionar, surpreender e encantar do começo ao fim. Mais do que um filme, é um convite para mergulhar na história de Michael Jackson, o artista que redefiniu a música mundial. Das primeiras notas com o Jackson 5 ao estrelato global, você vai acompanhar de perto a jornada de um talento extraordinário que conquistou o planeta com criatividade, ousadia e uma presença simplesmente inesquecível. Sob a direção de Antoine Fuqua e com a impressionante interpretação de Jaafar Jackson, o filme promete revelar o homem por trás do mito — seus desafios, suas polêmicas e, principalmente, sua genialidade. É nostalgia para quem viveu. É descoberta para uma nova geração. É um espetáculo garantido para todos.  Não fique de fora! Garanta seu lugar nessa viagem emocionante pela vida do Rei do Pop.Uma escolha perfeita para o feriado. Você não vai querer p...

I – ÂNGELO MAGALHÃES: A ESCOLA QUE MARCOU GERAÇÕES

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Por Daniel Rocha Há cidades que podem ser contadas  por ruas, praças e prédios. Outras, porém, se revelam melhor pelas escolas que ajudaram a formar sua gente. Em Teixeira de Freitas, uma dessas histórias passa, inevitavelmente, pelo antigo Colégio Estadual Ângelo Magalhães. Antes mesmo da emancipação, em 1985, quando o lugar ainda buscava se organizar como cidade, já havia ali um movimento  silencioso, mas decisivo:  o de garantir educação para uma população que crescia junto com o sonho urbano.  Descobrir mais Educação Recursos educacionais educação Há registros de atividades  educacionais no local da escola desde a década de 1970, com a escola Engenheiro Eduardo Pires, como se o colégio tivesse surgido antes mesmo de existir oficialmente — um traço comum às instituições que nascem da necessidade. A formalização veio em  4 de dezembro de 1981, quando a Prefeitura de Alcobaça, à qual Teixeira ainda estava subordinada,  doou um terreno  no Recanto...