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TEIXEIRA DE FREITAS 1998 – A COPA NAS ESCOLAS

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  Por Daniel Rocha A Copa do Mundo da França, realizada em 1998, mobilizou multidões em todo o Brasil. Em Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia, o torneio transformou ruas, escolas, bares e praças em espaços de convivência, expectativa e celebração coletiva. A paixão pelo futebol, que já fazia parte do cotidiano da cidade, ganhou dimensões ainda maiores diante da excelente fase vivida pela Seleção Brasileira. Naquele ano, o Brasil chegava à competição como atual campeão mundial, título conquistado nos Estados Unidos em 1994. Além disso, liderava o ranking da FIFA e havia vencido a Copa América de 1997, disputada na Bolívia. A confiança da torcida era enorme. Para muitos brasileiros, o pentacampeonato parecia apenas uma questão de tempo. Em Teixeira de Freitas, a Copa tornou-se assunto obrigatório nas conversas diárias. Alguns moradores recordam que, naquele período, a população falava basicamente de dois temas: a Copa do Mundo e o filme Titanic, fenômeno de bilheteria que e...

Teixeira de Freitas e as Raízes Juninas

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  Por Daniel Rocha Nas décadas de 1960, 1980 e 1990, as festas de São João e São Pedro em Teixeira de Freitas foram um dos momentos mais marcantes da vida comunitária. As ruas se enfeitavam com bandeirolas coloridas, palhas de coqueiro e fogueiras, criando um ambiente festivo que reunia quadrilhas e muitos casamentos na roça. A festa principal acontecia na Praça dos Leões e nos bairros existentes, reunindo a marca da miscigenação brasileira e a influência dos diversos povos que ajudaram a formar o povoado. De acordo com o documentário Teixeira de Freitas, produzido pela TV Sul Bahia em 1996, os moradores mantinham fortemente os costumes trazidos da zona rural. Os movimentos culturais eram marcados por homenagens aos santos católicos. Festa Junina na Rua da Paz, no bairro São Lourenço. Ano não identificado O ciclo iniciava em janeiro, com as Festas dos Reis (6 de janeiro), e seguia com a festa de São Sebastião, organizada por figuras como a parteira Ana do Torquato, Ma...

Medeiros Neto 1967- Luiz Gonzaga, sanfona e casa cheia

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Por Daniel Rocha Como já foi contado no texto anterior, Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, passou pelo Extremo Sul da Bahia em 1967 fazendo uma verdadeira maratona de shows. Naquela viagem, ele cantou em cidades como Ilhéus e em Teixeira de Freitas, que na época ainda era só um povoado. E, claro, Medeiros Neto também entrou nesse roteiro. Segundo registros de jornais da época, Gonzaga se apresentou em Medeiros Neto nos dias 7, 8 e 9 de julho de 1967. Assim como aconteceu em Teixeira de Freitas, os shows foram um sucesso e atraíram muita gente. A cidade vivia um momento bem agitado. Naquele período, Medeiros Neto era administrada pelo prefeito Ramalho Nóbrega e tinha acabado de inaugurar um novo motor a óleo, que melhorou o fornecimento de energia. Ao mesmo tempo, a descoberta da Lavra da Turmalina trouxe um verdadeiro fluxo de garimpeiros para o município, cerca de dois mil homens, vindos de todo canto, atrás de riqueza. A primeira apresentação do cantor e de sua trupe ocorreu no Clube S...

TEIXEIRA DE FREITAS - NO CENTRO ROTATÓRIA, O TEMPO DA CIDADE

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  Por Daniel Rocha O crescimento de Teixeira de Freitas, BA, principalmente entre as décadas de 1980 e 1990, aconteceu de forma muito rápida. A cidade recebeu muita gente de várias regiões, o comércio cresceu, os serviços aumentaram e Teixeira começou a se consolidar como uma das principais cidades do Extremo Sul da Bahia. Mas esse crescimento acelerado também trouxe problemas urbanos que, muitas vezes, não acompanharam o ritmo da expansão da cidade, conforme observou Carlos Mensitieri, no livro Teixeira de Freitas - uma questão de planejamento urbano para a segurança no trânsito, de 2016. No começo dos anos 2000, Teixeira de Freitas já enfrentava dificuldades típicas de cidades que cresceram rápido demais: muitas ruas sem pavimentação, falta de saneamento básico, bairros crescendo de maneira desordenada e um trânsito que começava a ficar complicado para a estrutura urbana existente. Foi nesse cenário que a gestão do então prefeito Wagner Mendonça passou a defende...

O futebol na história de Teixeira de Freitas — Parte 02

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  (Continuação do texto anterior) Na década de 1960, Teixeira de Freitas vivia um período de intensa transformação. Famílias vindas de diferentes regiões da Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo chegavam ao povoado atraídas pelas oportunidades abertas pelo comércio, pela madeira e pelo crescimento da região. Em meio a esse cenário de expansão, o futebol também ganhava novos espaços e se consolidava como uma das maiores paixões populares. Foi nesse período que surgiu um campo “em tamanho oficial” na região do trevo, onde atualmente funciona o Posto Gaivota. O espaço rapidamente se transformou em ponto de encontro da comunidade e ajudou a impulsionar o nascimento de novas equipes locais, entre elas o Nova América, formado por moradores do povoado e trabalhadores das fazendas vizinhas. Curiosamente, o time utilizava como inspiração o uniforme do tradicional clube carioca Club de Regatas Vasco da Gama. Naquele tempo, como a região ainda não possuía emissoras de rádio locais, os morado...

Quando a Praça da Bíblia virou a Praça da Copa

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  Por Daniel Rocha A Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, foi um dos acontecimentos mais marcantes da história recente do país. Desde que o Brasil foi confirmado como sede do torneio, o evento passou a ocupar espaço de destaque nas conversas, nos meios de comunicação e nos debates públicos. Entre 2013 e 2014, grandes manifestações populares ocorreram em várias partes do país. Muitas pessoas questionavam os altos investimentos feitos para a realização da Copa, enquanto outras defendiam os possíveis benefícios econômicos, turísticos e simbólicos do Mundial. Em Teixeira de Freitas, essa realidade também se fez presente. Embora os debates nacionais sobre a Copa chegassem à cidade principalmente por meio da televisão, da internet e das redes sociais, a proximidade do torneio despertou entre muitos moradores um olhar crítico sobre o evento e seus impactos para o país. Contudo, a paixão pelo futebol, tão presente no cotidiano da população, ajudou a transformar os ...

TEIXEIRA 41 ANOS II: A LAGOA DA VILA CARAÍPE E DA VILA VERDE

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  Por Daniel Rocha Outra lagoa importante consumida pelo avanço urbano de Teixeira de Freitas, visível no mapa de 1977, foi a que ocupava a área onde hoje se encontram o Hospital Costa das Baleias e o antigo terminal rodoviário, conhecido como “Rodoviária Nova”, no bairro Jardim Caraípe. Diferentemente da lagoa que existia na região do antigo Shopping Velho, essa lagoa resistiu por mais tempo à expansão urbana, justamente por se localizar mais distante do núcleo central da cidade. Como é possível observar nas fotografias da época, mesmo após a construção da rodoviária, parte da vegetação ainda sobrevivia ao redor da área alagada — uma coexistência temporária entre infraestrutura urbana e ambiente natural. Contudo, o crescimento desordenado da cidade, associado ao despejo de entulhos e aos sucessivos aterramentos promovidos pelo poder público e pela população ao longo da década de 2000, acabou eliminando definitivamente o espaço. Destino semelhante teve a terceira lagoa, localizada ...