II – Ângelo Magalhães: uma escola da comunidade
Por Daniel Rocha Há escolas que funcionam com orçamento. Outras, com vontade. Em Teixeira de Freitas, nos anos 1990, o Colégio Estadual Ângelo Magalhães parecia se sustentar, sobretudo, na segunda opção. Na virada dos anos 80 para os 90, enquanto a cidade ainda aprendia a crescer, a escola já se firmava como referência no antigo primeiro grau. Mas esse reconhecimento não veio fácil. Veio do esforço de quem estava dentro: professores comprometidos, alunos presentes e famílias que não ficavam de fora quando o assunto era garantir o funcionamento da escola. Os relatos de ex-alunos ajudam a reconstruir esse cenário. O dinheiro que vinha não dava conta, e o que não chegava precisava ser inventado. Rifas, festas, gincanas — qualquer iniciativa virava oportunidade de arrecadar recursos. Não era um evento ocasional, era rotina. Era o jeito de manter a escola de pé e, mais do que isso, de fazê-la avançar. Segundo a perspectiva de José Neto , que entrou no colégio no início da década de 1990, er...