🎬 Esse filme me fez refletir sobre algo importante





Por Daniel Rocha

Imagine um longa-metragem que te prende na cadeira, te deixa sem ar e, ao mesmo tempo, expõe os padrões absurdos que a sociedade impõe às mulheres. Esse filme existe, e se chama A Substância.

Dirigido pela francesa Coralie Fargeat, A Substância (2024) mistura suspense, horror e crítica social de uma forma que você nunca viu. No centro da trama está Demi Moore, aos 60 anos, entregando uma performance que redefine sua carreira. 

Longe de ser apenas a “atriz bonita” dos anos 90, Moore mostra coragem, vulnerabilidade e força em um papel que exige tudo dela. Seu corpo, filmado com uma precisão quase obsessiva, torna-se o centro de uma narrativa que choca, provoca e, ao mesmo tempo, empodera.

O que faz de A Substância tão especial? Além da atuação brilhante de Demi Moore, o filme usa o terror para falar de algo cruelmente real: a obsessão da mídia, do público e de Hollywood com a juventude eterna. É um filme que não só assusta, mas também faz você pensar — e muito.


Assistir a A Substância me fez refletir sobre o preço que pagamos para manter a ilusão da juventude. Até onde profissionais da TV — e até pessoas comuns no dia a dia — estão dispostas a ir só para “ficar bem na foto”? Será que são as nossas próprias exigências que fazem com que as mulheres, em especial, sejam sempre as mais cobradas por isso? E, no fim das contas, será que conseguimos encarar nosso próprio reflexo no espelho sem nos curvar a padrões impossíveis de alcançar?

Se você ainda não viu A Substância, está na hora de correr para a plataforma Mubi e conferir. Uma experiência assustadora que vai tirar seu fôlego e, de quebra, te fazer questionar muita coisa. Porque, no fim das contas, o verdadeiro terror pode estar mais perto do que a gente imagina — e ele começa no espelho.

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