Um espetáculo que pede sala escura e tela gigante, não celular
Por Murillo Mello
Já está em cartaz nos cinemas da região o filme “Avatar: Fogo e Cinzas”, o filme que basicamente avisa: cancele seus planos, porque Pandora chamou. James Cameron volta com tudo e transforma as férias e o fim de ano em uma desculpa perfeita para passar horas hipnotizado numa sala escura, comendo pipoca e esquecendo da vida real.
A família Sully retorna, os Na’vi continuam lindíssimos e Pandora cresce mais ainda, agora com novos territórios, conflitos mais sérios e dramas que fazem você pensar: isso aqui é ficção científica, mas podia ser reunião de condomínio. A história está mais madura, os personagens mais intensos e cada cena parece competir para ver qual impressiona mais.
Visualmente, o filme não economiza. Paisagens absurdamente bonitas, criaturas que você jura que existem e batalhas tão grandiosas que dão vontade de pedir intervalo para processar tudo.
O 3D é tão imersivo que, em alguns momentos, você esquece que está no cinema e começa a achar que entrou num videogame caríssimo ou num desenho animado com orçamento infinito.
James Cameron faz o que sabe: exagera com talento. Mistura explosões, emoção, poesia visual e entrega um filme vibrante, luminoso e daqueles que arrancam suspiros, sustos e um “rapaz” bem dito no meio da sessão.
Mais do que uma continuação, “Avatar: Fogo e Cinzas” é aquele tipo de filme que só faz sentido ver na tela grande. Porque Pandora não foi feita para celular, e Cameron não fez isso tudo para você esperar no streaming.
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