TEIXEIRA DE FREITAS 1998 – A COPA NAS ESCOLAS
Por Daniel Rocha
A Copa do Mundo da França, realizada em 1998, mobilizou multidões em todo o Brasil. Em Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia, o torneio transformou ruas, escolas, bares e praças em espaços de convivência, expectativa e celebração coletiva. A paixão pelo futebol, que já fazia parte do cotidiano da cidade, ganhou dimensões ainda maiores diante da excelente fase vivida pela Seleção Brasileira.
Naquele ano, o Brasil chegava à competição como atual campeão mundial, título conquistado nos Estados Unidos em 1994. Além disso, liderava o ranking da FIFA e havia vencido a Copa América de 1997, disputada na Bolívia. A confiança da torcida era enorme. Para muitos brasileiros, o pentacampeonato parecia apenas uma questão de tempo.
Em Teixeira de Freitas, a Copa tornou-se assunto obrigatório nas conversas diárias. Alguns moradores recordam que, naquele período, a população falava basicamente de dois temas: a Copa do Mundo e o filme Titanic, fenômeno de bilheteria que estreara na cidade naquele mesmo ano.
À medida que a estreia da Seleção se aproximava, aumentava o número de pessoas circulando pelas ruas vestindo a tradicional camisa amarela do Brasil, especialmente o uniforme com o número 9 e o nome de Ronaldo Fenômeno, principal estrela do futebol mundial naquele momento.
A intensidade dessa mobilização foi registrada pela imprensa local. Uma das manchetes do jornal Sul Bahia Notícias, da TV Sul Bahia, destacou que Teixeira de Freitas havia literalmente parado para acompanhar os jogos da Copa do Mundo. O entusiasmo também alcançou as instituições de ensino.
Na Escola Anísio Teixeira, então localizada no bairro Recanto do Lago, professores e estudantes desenvolveram um projeto temático sobre o torneio. No CEPROG, os alunos organizaram uma Expor-Copa dedicada à história das Copas do Mundo.
Já o Colégio Estadual Ângelo Magalhães promoveu na semana de estreia da seleção uma passeata pela Avenida Presidente Getúlio Vargas, com bandeiras do Brasil e de diversas nações participantes da competição.
Quando a bola começou a rolar na França, a cidade viveu cada partida com intensidade, e o primeiro jogo arrastou uma multidão para o centro da cidade para comemorar a vitória. (Continua no próximo texto.)

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